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| Este exemplar de rocha lunar foi coletado por astronautas da missão Apollo 14 em sua superfície em 1971 |
Em um relatório, o inspetor-geral da Nasa, Paul Martin, afirma que o principal problema é o sistema de empréstimos, que não é bem gerenciado. Há casos de empréstimos para pesquisadores falecidos e até mesmo amostras emprestadas há 35 anos e que nunca foram usadas em nenhuma pesquisa. Este seria um grave erro, uma vez que os chamados astromateriais, amostras que têm origem em ambientes extraterrestres, são recursos raros, limitados, e que deveriam ser bem empregados.
A coleção da Nasa inclui rochas e amostras do solo lunar, meteoritos de asteroides, da Lua e Marte, poeira cósmica, entre outros. Além de estudar esses materiais, a Agência os empresta a outros cientistas, em um sistema controlado pelo escritório de curadoria do Centro Espacial Johnson. O departamento cuida de 14 mil amostras lunares, 18 mil de meteoritos, 5 mil de ventos solares, cometas e poeira cósmica. Até março de 2011, 26 mil dessas amostras estavam emprestadas.
O problema da falta de organização veio à tona em junho de 2010, quando o Johnson alertou que um disco lunar, emprestado ao Observatório Astronômico Mount Cuba, em Greenville, Delaware, havia sumido. Ele havia sido emprestado em 1978 e deveria ser devolvido em junho de 2008. No entanto, o contato para devolução só foi feito em fevereiro de 2010. Quando tentou encontrar a amostra, o diretor do observatório descobriu que o funcionário responsável pelo material havia falecido há um ano. Até hoje, a peça está desaparecida.
Fonte: Info













